Há dois tipos de banhos de ervas: os de "Equilíbrio e Força" e os de "Descarrego".

 

          Os banhos de equilíbrio e força tem por objetivo revitalizar o campo vibratório da pessoa. Por isso, são preparados com ervas especialmente revitalizadoras, como o elevante, o manjericão, e o macaçá, e devem ser colocados sobre o chakra coronário (ou coroa), que é o ponto por onde fluem - mais abundantemente - as energias da pessoa.

 

          Já os chamados banhos de descarrego ou de descarga pertencem à categoria dos rituais de purificação, como alguns defumadores já expostos. Na maioria das vezes, são realizados como preparação pessoal para a execução de um ato de magia ou prática mediúnica na Umbanda. 
 

          Quando em contato com a pele, o líquido do banho passa sobre chakras e meridianos (nádis), desbloqueando-os e dinamizando os seus movimentos. Agindo assim, possibilita a recuperação de falhas nos campos áurico e vibratório do indivíduo ao mesmo tempo em que os limpa de energias estranhas e prejudiciais. Por esse mesmo motivo, banhos de descarrego não devem passar sobre a coroa ou chakra coronário, pois movimentam tão fortemente as energias dos chakras que poderiam desestabilizar, ainda que momentaneamente, esse ponto por onde fluem em maior abundância as energias do indivíduo, o que poderia acarretar problemas de intensidades variadas.

BANHOS DE ERVAS

          As ervas e os demais elementos utilizados na composição dos banhos de descarrego podem ser classificados em de uso geral e de uso restrito. São de uso geral aqueles que podem ser utilizados indistintamente por qualquer pessoa, independente de seu Orixá ou de sua situação energética. São de uso restrito aqueles que só devem ser usados por pessoas que tenham determinado Orixá ou que não tenham um outro Orixá como principal. São de uso geral, por exemplo, a espada de Ogum, a espada de Iansã, o comigo-ninguém-pode, a arruda, o guiné, o abre-caminho, o vence-demandas, o desata-nós e outros. São de uso restrito a aroeira, a palha da costa, a samambaia e outros. 
 

          Há quatro diferentes formas de preparo de banhos de ervas. A primeira consiste em deixar os elementos em infusão, durante algum tempo, até que suas propriedades místico-energéticas passem para o líquido com o qual estão em contato, sem que seja necessário levá-los ao fogo. É um método relativamente demorado e utilizado quando se deseja o máximo de rendimento das propriedades dos elementos pois, nesse método, quase não há perdas de energia no preparo. O elemento praticamente se decompõe naturalmente no líquido em que está imerso e suas capacidades energéticas se mantêm praticamente as mesmas. Banhos preparados dessa forma recebem, costumeiramente, o nome de “Banho de Abô”.

 

 

          A segunda maneira de preparo dos banhos de descarrego é, na verdade, uma variação da primeira. Consiste em levar o recipiente com água e demais elementos ao fogo até que se alcance a fervura e assim permaneça por alguns minutos. O calor acelera a decomposição dos elementos e a absorção de suas energias pela água, mas faz com que ocorram perdas de partes das propriedades místico-energéticas primitivas dos mesmos. 
 

          A terceira forma de preparo consiste em inserir os elementos na água previamente fervida, com o fogo já apagado, e tampar o recipiente até que a infusão alcance a temperatura ambiente. Esta maneira de preparo é utilizada quando o banho é realizado em função de algum Orixá; e folha de Orixá não pode ir ao fogo para não perder suas propriedades primitivas.

 

          A quarta e última maneira de preparar banhos de ervas é a maceração. Nesse processo, as ervas são maceradas em água limpa, enquanto que o manipulador mentaliza o Orixá a elas associado ou pensa firmemente nos objetivos que deseja.

 

          Na CENTELHA, aconselhamos a preparar os banhos de "equilíbrio e força" através da maceração que, além de ser um método natural (sem fervura), não é tão demorado quanto o método de infusão. Para os banhos de descarrego (que são tomados do pescoço para baixo), recomendamos a fervura, pois algumas ervas utilizadas para esse tipo de banho não podem ser maceradas pois são urticantes (como o Comigo-ninguém-pode).

 

          Como os defumadores, há casos em que não pode haver, em hipótese nenhuma, falha na concentração durante a aplicação do banho. Há, por outro lado, situações tão simples, que não se faz necessária a utilização de quaisquer ervas ou elementos no banho, bastando, tão somente, a água. Nesses casos, a limpeza energética será realizada basicamente através da mentalização de quem aplica o banho, que pode ser o próprio ou outrem, e a água servirá apenas de veículo para a condução dessa força mental.

 

          Aliás, é bom você saber que até um banho de chuveiro pode ser equilibrador, revitalizante ou descarregador. Afinal, a água é elemento da natureza e vem da cachoeira, possuindo muitas propriedades vibratórias. Para ativá-las, basta que seus pensamentos se concentrem no seu propósito enquanto a água cai sobre a cabeça.

A CENTELHA DIVINA, por ser uma Missão Umbandista e por ter como referência a prática da caridade, do amor e do respeito ao próximo, seguindo as sagradas Leis de Umbanda, não exerce cobrança financeira de qualquer tipo, por qualquer atendimento ou trabalho realizado, bem com não realiza o sacrifício de qualquer animal, nem utiliza qualquer coisa de origem animal em seus rituais.