O templo de Umbanda é como uma escola em que os freqüentadores aprendem a conviver e a se relacionar com as forças da natureza. Paralelamente a isso, a Umbanda sustenta-se sobre quatro pilares: Arte, Filosofia, Ciência e Religião, e pode ser identificada pelos seus aspectos dominantes e pelos seus fundamentos básicos, que são:

 

ASPECTOS DOMINANTES:

1) Ritual, variando pela origem;

2) Vestes, em geral, brancas;

3) Altar com imagens católicas, pretos velhos e caboclos;

4) Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro;

5) Desenvolvimento normal em corrente;

6) Bases: africanismo, espiritismo, amerindismo, catolicismo, ocultismo;

7) Serviço social constante nos terreiros;

8) Finalidade de cura material e espiritual;

9) Magia Branca;

10) Batiza, consagra e casa.
 

FUNDAMENTOS DA UMBANDA:
 

A prática umbandista fundamenta-se:
 

1) Na existência de um Deus único, incognoscível, criador, onipresente, origem de todas as vibrações;

2) Na manifestação trina do princípio criador, dentro da visão naturalista e espiritualista;

3) Na existência de Jesus, o Cristo, a quem chamamos Oxalá, modelo de perfeição e conduta que buscamos alcançar;

4) Na existência de vibrações no Universo que denominamos Orixás e que chefiam falanges de espíritos;

5) Na existência de entidades espirituais que se encaixam nessas vibrações;

6) Na existência de planos espirituais de evolução;

7) Na crença de guias espirituais, mensageiros dos Orixás, ainda em evolução, pois ainda se acham em planos médios;

8) Na existência do espírito, sobrevivendo ao Corpo Físico do homem, em caminho de evolução e buscando o aperfeiçoamento;

9) Na crença da reencarnação e da lei kármica de causa e efeito;

10) Na prática da mediunidade sob as mais diferentes apresentações, tipos e modalidades;

11) Na afirmação que as religiões constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus;

12) No amor, manifestado como caridade, na palavra e na ação;

13) Na prática da caridade material e espiritual como meio de evolução;

14) Na necessidade do ritual como elemento disciplinador dos trabalhos;

15) Na crença de que o homem vive num campo de vibrações que influem em sua vida e que essas vibrações podem ser manipuladas quer para o seu próprio bem, como fazemos, ou para o seu próprio mal, como combatemos. 
 

            Além dos aspectos dominantes e de seus fundamentos, a Umbanda caracteriza-se por ser uma religião de fácil identificação popular, principalmente pelos itens descritos a seguir:
 

1) Seu ritual é simples e direto. O médium se adapta facilmente à pratica umbandista;

2) A comunicação com o plano astral é simples e direta. O consulente pode conversar diretamente com a entidade espiritual através de seu cavalo, sem problemas e com muita simplicidade, podendo tratar de assuntos cotidianos, esporádicos, banais ou complexos, de forma clara e numa linguagem de fácil compreensão;

3) Imediatismo. O consulente tem oportunidade de, caso possível, resolver os seus problemas a curto prazo;

4) Sincretismo religioso. Se não é a forma mais coerente de propagação da doutrina umbandista, pelo menos é, o sincretismo, uma fonte de segurança psicológica para aqueles que, recém saídos da Igreja, ainda encontram dificuldades em confiar em novas orientações religiosas;

5) O caráter místico simples e poético, com figuras presentes no cotidiano popular, como o índio, o negro escravo, a gente simples do povo, o matuto e o peão, atinge diretamente o sentimento do povo;

6) A presença de instrumentos de percussão que marcam o ritmo torna o culto vibrante e estimula a sintonia mental dos participantes;

7) A facilidade de se entrar em contato com a religião para se fazer a cerimônia religiosa contribui para a sua fácil difusão.

 FUNDAMENTOS, IDENTIDADE E ASPECTOS DOMINANTES DA UMBANDA

A CENTELHA DIVINA, por ser uma Missão Umbandista e por ter como referência a prática da caridade, do amor e do respeito ao próximo, seguindo as sagradas Leis de Umbanda, não exerce cobrança financeira de qualquer tipo, por qualquer atendimento ou trabalho realizado, bem com não realiza o sacrifício de qualquer animal, nem utiliza qualquer coisa de origem animal em seus rituais.