• TATA LUIS

A CURA ATRAVÉS DA FÉ


Para entendermos em que - e até que ponto - a FÉ pode auxiliar na recuperação da saúde, é preciso fazermos algumas reflexões, pois, embora a FÉ possa ser o fator determinante para a cura, há casos em que, mesmo abundante, não há o fim da doença. É bom entender que casos assim acontecem pelo simples fato de que há doenças que têm uma finalidade providencial e que, por isso, não podem ser curadas com tanta facilidade. Se todas as doenças dependessem apenas da fé das pessoas, Chico Xavier não teria adoecido, Francisco de Assis não sofreria com a doença dos olhos e João Paulo II não passaria grande parte de sua vida como vítima do mal de Parkinson.

De regra geral, há três motivos que podem impedir a cura de uma doença, mesmo nas pessoas com fé inabalável. O primeiro deles é que nosso organismo tem um tempo de vida útil, e foi programado para entrar em falência, órgão após órgão, após determinada idade. O segundo motivo é que necessitamos de razões para desencarnamos. Se não houvesse doenças, ou se todas pudessem ser curadas, não vivenciaríamos a experiência do desencarne e da reencarnação, situações extremamente importantes ao desenvolvimento do espírito. O terceiro motivo é que, na maioria das vezes, as doenças configuram agentes de reajuste kármico, trazendo através do sofrimento o remédio para o orgulho, a vaidade e tantas outras paixões que temos acumulado ao longo de nossa existência, seja nessa vida ou em outras. Além disso, quantas vezes, através da enfermidade de uma pessoa, parentes se reaproximam, dívidas morais são perdoadas e a família passa por uma verdadeira aula de desprendimento material?

O fato é que TUDO o que nos acontece tem um fim providencial, seja uma doença ou não. Nada é por acaso. E, na maioria das vezes, fomos nós mesmos que solicitamos passar por tais situações quando encarnados, visando a nossa melhora enquanto espírito eterno que somos.

Mas e a fé? Será que tem alguma importância no processo de reajustamento orgânico? A ciência diz que sim. Estudos foram realizados em enfermos com e sem fé, e os primeiros demonstraram uma recuperação mais rápida e tranqüila que os últimos. É verdade que a fé – e aqui não nos referimos à fé em alguma entidade, em alguma religião, mas à fé de regra geral, até mesmo a fé em si e na Ciência – é capaz de desencadear poderosas reações químicas a partir do comando cerebral e fortalecer o sistema imunológico, alterar o humor para melhor e prover maior disposição física, adiantando a recuperação. Também é verdade que pessoas enfermas sem fé – nem mesmo na Ciência – tendem mais à depressão, ao desajuste psicológico e ao prolongamento de sua dor. Fé e humor caminham lado a lado, e ambos são fundamentais em qualquer recuperação física.

Há alguns anos, um cientista japonês – Massaru Emoto – publicou em seu livro “Mensagens da Água” o resultado de oito anos de experiência fotografando gotas d’água. A repercussão do estudo foi surpreendente, porque o sr. Emoto demonstrou o quanto o nosso pensamento é capaz de influenciar sobre as coisas que nos rodeiam, especificamente sobre a água. Em suas pesquisas, o cientista colava um papel com alguma frase datilografada em uma garrafa cheia de água. Pela manhã do dia seguinte, fotografava a estrutura das gotas congeladas daquela água. E os resultados eram diferentes para cada mensagem escrita. Palavras boas formavam belas figuras, mensagens ruins apresentavam formas retorcidas e estranhas. Não era preciso mais que algumas palavras escritas. Não era preciso nem mesmo a mentalização de qualquer pessoa sobre aquela água. Bastava o pedaço de papel.

A pesquisa do sr. Emoto possui um peso considerável sobre nossas vida e saúde, se levarmos em conta que cerca de 70% do corpo humano é formado por água e que, muito mais que um simples pedaço de papel com uma palavra presa à garrafa por uma única noite, temos toda a nossa cadeia mental e bilhões de palavras em que pensamos durante todas as noites e dias. Assim, se aquela palavra distorceu a gota d’água, é fácil concluirmos o que nossos pensamentos podem fazer com nosso corpo, principalmente os pensamentos negativos recorrentes. E é por isso que muitas doenças podem ser curadas se mudarmos o nosso padrão mental, se passarmos a vigiar nossos pensamentos e atitudes, se tivermos fé em nossa recuperação. Pensamentos destrutivos ajudam a desestabilizar nosso organismo, ao passo que pensamentos elevados, além de aumentarem nossa auto-estima, elevam as defesas do organismo e reestruturam sua condição física. Nesse cenário, não há dúvidas de que a fé – seja em que for – é ferramenta utilíssima à mudança do padrão mental.

Uma outra situação que deve ser observada é a gama de alterações bioenergéticas que precedem e acompanham qualquer enfermidade. O corpo humano não é o único corpo que temos. Possuímos outros agregados sutis, dentre os quais o Corpo Etérico é o mais denso e próximo ao corpo físico. Este corpo – também chamado de “duplo-etérico”, tem por finalidade precípua fornecer vitalidade ao corpo físico. Ele existe enquanto há vida material e um pouco mais de tempo após ela se extinguir. É ele quem alimenta o corpo físico das energias de que precisa e, é nele que estão localizadas as portas de entrada e saída de energias do corpo humano – os chakras – e os canais por onde essas energias fluem – os nádis.

Cada chakra tem por função absorver do ambiente as energias que determinado grupo de órgãos precisa, e expelir as que não lhe são úteis. Esse fluxo bioenergético é completado pelos canais – nádis – por onde essas energias alimentam cada célula do corpo físico. Havendo determinados tipos de descontroles energéticos, tanto os chakras quanto os nádis podem ter suas funções comprometidas. Os chakras podem diminuir a sua rotação, diminuindo, também o fluxo energético pelo qual são responsáveis. Em situações mais complicadas, podem até mesmo mudar o sentido de rotação. Dependendo também do grau e tipo de descontrole, nádis podem ser parcial ou totalmente bloqueados, deixando de irrigar as áreas que demandam sua atuação. O resultado é que, em ambas as situações, os órgãos e os tecidos que deveriam ter determinados fluxos energéticos, poderão aumentar a atividade, causando a estafa do mesmo, ou diminuí-la, causando enfermidades simples ou complicadas, como degenerações, inflamações e retenções de líquidos.

Também nesses casos, a fé – seja em que for – pode ser fundamental para a recuperação do indivíduo, pois, mais uma vez, a elevação dos padrões mentais fortalecem as defesas energéticas, reequilibram os chakras – devolvendo-lhes a rotação normal – e desobstruem nádis obstruídos, fazendo com que a pessoa se recupere com maior rapidez.

Quando a simples fé não é forte o suficiente para prover uma elevação de padrões mentais, algumas ferramentas podem ser úteis na reestruturação bioenergética, como a homeopatia, a acupuntura, o shiatsu, o reiki, a cirurgia espiritual, o johrei, a imposição de mãos e o passe mediúnico. Reparem que cada cultura, cada religião tem a sua própria maneira de lidar com o reequilíbrio bioenergético – embora nem todas saibam disso. Todas essas ferramentas constituem recursos onde se conta com as energias de outras pessoas e/ou desencarnados para o restabelecimento das próprias energias.

Aliás, nenhuma delas é tão eficiente se o paciente não estiver confiante; ou seja, se não tiver fé. Pois quando há a certeza de que haverá a cura – fé – sistemas de autodefesa psicológica são desativados. Em outras palavras, a pessoa doente “se entrega” ao curador, abrindo suas portas mentais para que as energias sobre si depositadas atinjam o seu corpo etérico e restabeleçam as funções dos chakras e nádis. Por isso a fé é tão importante no processo de cura. Até mesmo um dos maiores curadores que já estiveram encarnados aqui nesse planeta – Jesus – apesar de ser um excelente veículo de transmissão energética, sabia que somente a sua habilidade poderia não ser suficiente para operar uma cura, e por isso costumava asseverar aos pacientes: “a sua fé te curou”. E mais: sempre afirmava que qualquer um poderia fazer as maravilhas que fazia e muitas outras, bastando para isso que tivesse FÉ!

Excetuando-se as doenças que devemos ter, seja por reajuste kármico, seja porque precisamos desencarnar ou porque nosso corpo já está entrando na fase de debilidade orgânica, todas as outras podem ser amenizadas ou mesmo eliminadas apenas pela elevação dos padrões mentais e pelo exercício de pensamentos confiantes – em outras palavras: fé. Podemos ser os nossos próprios curadores. Podemos até mesmo usar ferramentas psicológicas para obter a cura, como o auto-passe, o do-in – sistema parecido com o shiatsu, feito pela própria pessoa, a meditação, etc.

Sejamos, então, auto-curadores. Terapeutas de nós mesmos. Vigiemos nossos pensamentos para nos certificarmos que não estamos rotulando nosso organismo com palavras e idéias negativas. Lembremo-nos que, tal como nas experiências do sr. Emoto, a água que compõe o nosso corpo requer cuidados especiais e clama por bons pensamentos, já que é facilmente moldada pela nossa mente. Havendo o diagnóstico da doença, não percamos a esperança – FÉ – seja em quem for: Em Jesus, em Krishna, em Maomé, em Buda, no Pai Joaquim, em Bezerra de Menezes, ou mesmo no médico que está nos tratando ou em nós. Agindo assim, estaremos contribuindo para o nosso restabelecimento físico e emocional, e fortalecendo nosso corpo etérico para que ele, por sua vez, também possa ser reequilibrado, além de favorecermos o auxílio de entidades benfazejas, interessadas na nossa melhora orgânica.

Lembremos: os responsáveis por tudo o que passamos somos nós mesmos. Usemos, portanto, o que temos de mais importante – que é o nosso pensamento – e sejamos os nossos próprios auto-curadores. Temos condições para isso. Basta ter fé.

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