• TATA LUIS

CONHEÇA O TATA LUIS


Minhas primeiras experiências espirituais aconteceram na infância, talvez por volta dos três anos de idade. Lembro que quando dormia, saía do meu corpo e voava pelo quarto, pela sala, pela casa... Essas foram as minhas primeiras experiências extracorpóreas conscientes, e talvez tenham sido as responsáveis pelo meu grande interesse - desde pequeno - pelo ocultismo e pelas coisas espirituais.

A partir dos cinco anos de idade passei a conviver com a mediunidade de minha mãe, médium e dirigente umbandista. Habituei-me à conversa e ao aprendizado com seus Guias. Não perdia a oportunidade de assistir a algum trabalho ou de aprender um pouquinho mais, de forma que, em pouco tempo, o que era considerado "sobrenatural" ou espantoso pelos meus colegas de escola, para mim já não era mais novidade. Visando aprender mais, com 8 anos de idade resolvi passar a cambonar os Guias no terreiro de minha mãe.

Com cerca de 10 anos de idade comecei a estudar com seriedade a projeção astral consciente, fenômeno que acontecia comigo na infância e que, com o tempo, foi escasseando até não mais ocorrer. Devorei livros de Lobsang Rampa, li alguma coisa de Blavatsky e Leadbeater, comprei inúmeros exemplares da revista Planeta. Naquela época não havia internet e, obter informações sobre esse assunto não era muito fácil.

Aos 14 anos, por vontade própria, dei uma guinada na minha vida espiritual: de cambono passei ao desenvolvimento mediúnico, contrariando aquela teoria que diz que as pessoas só procuram o trabalho espiritual quando têm algum problema ou dificuldade para resolver. Sinceramente, o que me motivou a entrar para a corrente umbandista não foi a DOR, mas sim o AMOR.

Mas toda a minha empolgação não significava preparo espiritual. Passei mais de três anos indo às sessões TODA semana, me concentrando, entrando em sintonia, cumprindo com meu papel, porém sem sentir absolutamente NADA! Nem um arrepiozinho. Nem uma tonteirazinha de leve... Foram três anos de paciência e espera. Enfim, as vibrações começaram a acontecer. E aconteceram! Com quatro anos de desenvolvimento eu já estava atuando mediunicamente em consultas com a Cabocla Janaína e com o Preto-Velho Tio Bento.

Nessa época eu já contava 18 anos de idade, e estava ingressando na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante. A partir daí, tive que saber dividir meu tempo entre as atividades espirituais e as profissionais. E foi justamente durante um estágio profissional, enquanto eu estava embarcado em um navio da Petrobras, que novamente comecei a ter saídas do corpo conscientes e expontâneas. Fiquei maravilhado com a retomada de minhas capacidades medianímicas...

Mas não foi apenas a projeção astral que foi beneficiada com o meu isolamento causado pela profissão. Por ser obrigado a passar muito tempo sozinho, em alto-mar, dentro dos meus solitários aposentos, acostumei-me a ler bastante e a conversar diariamente com a Espiritualidade. Nessa época também, talvez justamente devido a esse isolamento, a essa meditação compulsória, comecei a ter lampejos de recordações de encarnações passadas e de atividades ocultistas que tinha por hábito realizar em tempos remotos, dentre elas a leitura do Tarot. E foi em uma dessas recordações que lembrei como jogar o tarot, as interpretações, os símbolos, os significados das lâminas, as combinações, etc. Desde então, utilizo o tarot normalmente, com facilidade e regularidade.

Viajei em navios da Petrobras por cerca de oito anos, quando decidi focar minhas atividades profissionais em terra. Esse foi o primeiro passo para que também decidisse - mais tarde - abrir a minha própria casa umbandista. Mas ainda não era chegado o momento. Nesse tempo eu tinha cerca de 28 anos de idade, e era recém-casado (sim, encontrei a Débora, minha cara-metade, a responsável pelo meu equilíbrio emocional e pelo meu porto-seguro). Até que chegasse o momento correto, muita coisa ainda tinha que acontecer. Nasceram minhas duas filhas (Clara e Júlia), passei por diversas provações e privações, conheci a lista VOADORES na Internet (que me ampliou os horizontes, o conhecimento, o discernimento e a lucidez), implantei um sistema de palestras espiritualistas no terreiro da minha mãe, criei a ONG assistencialista "Grupo Luz", passei a trabalhar em consultas também com o Dr. José (Exu Malandro), conheci a Apometria, organizei festivais de cantigas de Umbanda e, ufa... finalmente chegou a hora.

No final do ano 2006 recebi a autorização espiritual para a abertura de uma casa umbandista sob meu comando. Iniciei os preparativos. Em 27 de setembro de 2007 (dia das Crianças) inauguramos a FECU (Fraternidade Espiritualista Caboclo Ubirajara), um sonho iniciado 23 anos antes, quando comecei o meu desenvolvimento mediúnico naquele saudoso 26 de junho de 1984...

Pouco mais de oito anos após a fundação da FECU, em 15 de novembro de 2015, por orientação espiritual, criei A CENTELHA DIVINA, essa organização que congrega núcleos espiritualistas da nossa linhagem. E hoje, à frente da CENTELHA, procuro manter-me constantemente sintonizado com os conselhos de meus amparadores para poder corresponder às expectativas da Espiritualidade quanto à minha nova posição como Tata de Umbanda.

Sendo assim, grande parte do meu tempo é dedicado às atividades espirituais: sessões, consultas, correntes, antigoécia, palestras, Escola Espiritualista Infantil, Grupo Jovem, cursos espiritualistas, assistência social, etc, etc, etc. Cansa, é verdade! Mas dá muita satisfação! Surpreendo-me a cada dia com as atitudes dos Guias, com as palavras da Cabocla Janaína, com o desenvolvimento de nossos trabalhos.

Estou aprendendo muito com tudo isso. E creio que vou estar aprendendo até o dia em que me desligar de vez do corpo-físico. Naquele momento, diferente de quando saio consciente e retorno para o corpo, não retornarei! Mas estarei feliz e agradecido aos amigos espirituais pelo privilégio de tê-los tido como companheiros, confidentes e amigos durante toda essa encarnação. E, se tiver que explicar meu sentimento naquele momento, se puder, resumirei tudo em uma única palavra: VALEU!!!

#TataLuis

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A CENTELHA DIVINA, por ser uma Missão Umbandista e por ter como referência a prática da caridade, do amor e do respeito ao próximo, seguindo as sagradas Leis de Umbanda, não exerce cobrança financeira de qualquer tipo, por qualquer atendimento ou trabalho realizado, bem com não realiza o sacrifício de qualquer animal, nem utiliza qualquer coisa de origem animal em seus rituais.