• TATA LUIS

A ESPIRITUALIDADE ME FAZ SOFRER!


Agora há pouco, eu estava conversando com um colega de trabalho. Eis que, em dado momento, ele me perguntou: “Qual a sua religião?” Quando respondi que era umbandista, ele arregalou os olhos e me disse: “Minha mãe sofreu a vida inteira por causa disso... Ela passava muito mal, mas não queria, não gostava... Morreu cheia de problemas...” Respondi-lhe que cada um tem o seu livre-arbítrio, e que ninguém é obrigado a nada!” Ele, então, completou: “Também concordo; mas por que isso acontecia com ela?” Não tive tempo de responder! Alguém o chamou nesse exato momento e ele teve que se afastar... Mas fiquei com pena de não ter podido explicar e resolvi compartilhar a minha possível explanação!

Se tivesse tido tempo, eu lhe diria que todos tem o seu livre-arbítrio e que ninguém é obrigado a fazer o que não quer, mas há coisas que devem ser bem pensadas para que as escolhas sejam mais corretas. Exemplo: uma pessoa que tenha uma doença crônica que cause dor pode optar em procurar um médico e tomar os remédios adequados ou não fazer nada e continuar sentindo suas dores. Cabe somente a ela essa decisão, e ninguém poderá forçá-la a se tratar e nem tomar os remédios em seu lugar. Além disso, essa pessoa doente – que não quer o tratamento – não pode culpar a medicina e nem os médicos pela sua doença. Pelo contrário! Tem que saber que ambos existem para auxiliá-la a combater as moléstias do corpo. O médico, por exemplo, estará lá em sua clínica, pronto para atender o doente que quer socorro, mas não pode ser responsabilizado pelo agravamento da doença de uma pessoa que não o procurou e não quer sua ajuda. Não é lógico isso?

Quando o caso é de doença física, como nesse exemplo, fica até fácil do paciente entender. Mas e quando a doença é espiritual? Aí a coisa complica, porque, por não ser algo tangível, palpável, entram em jogo crendices, superstições, conceitos errados, autossugestão e um sem-número de outros fatores que agravam ainda mais a moléstia espiritual e que ainda amedrontam e afastam a pessoa de quem poderia auxiliá-la.

Uma moléstia espiritual pode ter como causa muitas coisas: um desequilíbrio energético, uma descompensação emocional, uma carga mental, captação de vibrações negativas, sexualidade reprimida, etc (ou tudo isso junto). Quando uma pessoa adoece espiritualmente, ela começa a sentir os efeitos de seu problema, que podem variar desde uma simples dor de cabeça até consequências que atinjam o seu corpo físico, causando doenças orgânicas inclusive, isso sem falar nas insônias, tonteiras, enjôos, etc, etc, etc.

Quando a pessoa está doente fisicamente, com o corpo debilitado, sem se cuidar, logo aparecem as doenças oportunistas, causando pneumonias, infecção e outras. Quando a doença é espiritual e não se procede ao tratamento, acontece a mesma coisa: doenças espirituais oportunistas se instalam, como obsessões, assédios de espíritos enganadores, etc.

Doenças físicas são curadas pelas mãos dos médicos e pelo uso do remédio físico; doenças espirituais são curadas pela espiritualidade e pelo uso do remédio espiritual. O médico não causa a doença física e nem é responsável pelo seu agravamento. A espiritualidade, da mesma forma, não causa a doença espiritual e não pode ser culpada pelo seu agravamento. Em ambos os casos, o que agrava as doenças é a postura do doente em se recusar ao socorro físico ou espiritual. E como falei, em se tratando de doença espiritual, há muitos fatores que afastam o doente de seu socorro, como as crendices, medo e ignorância.

E se você que está lendo esse texto estiver refletindo sobre sua vida e chegando à conclusão de que é um “doente espiritual”... O que fazer? Bom, a resposta é simples: procure com urgência um tratamento espiritual, ou a sua enfermidade irá se agravar e doenças espirituais oportunistas irão também se instalar. Se a dúvida é ONDE procurar esse socorro, a resposta é: da mesma forma que, quando estamos doentes fisicamente, procuramos um médico de nossa confiança, ao adoecermos espiritualmente temos que procurar um recurso espiritual em que confiemos também. Esse recurso espiritual é, quase sempre, tão simples que passa despercebido... Na maior parte dos casos, basta que passemos a frequentar alguma religião (qualquer religião) para cuidarmos de nossa espiritualidade. A única observação é que – necessariamente – deverá ser uma religião com a qual tenhamos afinidade, da qual gostemos e onde nos sintamos bem. Não adianta um doente espiritual procurar a Umbanda se tem verdadeira ojeriza por esta religião. Ele não conseguirá entrar em sintonia com os amparadores espirituais que ali trabalham e, consequentemente, não conseguirá dar nenhum passo em direção à sua cura, podendo ainda, piorar mais a sua situação. Da mesma forma, não adianta a um doente espiritual procurar socorro na Igreja se ele gosta do Budismo, ou no Budismo se ele gosta de Candomblé.

A cura espiritual depende da sintonia que a pessoa consegue estabelecer com a espiritualidade dentro da religião que abraçar. Por isso é importante que seja uma religião com que se afinize. Ou, dependendo da pessoa, sua cura poderá estar não em um templo, mas em alguns minutos de meditação diária em sua casa. Isso também é prática espiritual! Também é tomar o remédio espiritual! O que não faz sentido é passar a vida sofrendo por causa de uma moléstia espiritual e continuar culpando o médico espiritual pela sua própria falta de interesse em procurá-lo! Se eu tivesse tido mais cinco minutos, talvez tivesse conseguido dizer isso ao meu amigo...

Amplexos,

Tata Luis

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