• TATA LUIS

ALCOOLISMO E DROGAS


Não há maior luta para o ser humano como aquela que ele trava contra si mesmo. E, via de regra, sempre que travamos alguma batalha interna, é contra as nossas paixões que lutamos. Entendamos “paixão” como tudo aquilo que nos causa dependência e que, de alguma forma, traz-nos prazer - na maioria das vezes momentâneo - como a gula, o orgulho, a preguiça e toda a sorte de vícios, incluindo aí tanto os desajustes de personalidade quanto as necessidades orgânicas e psicológicas causadas pelo uso de substâncias químicas.

E, vencer paixão não é fácil. É preciso uma força hercúlea para, naquele momento da abstinência, manter o pensamento elevado e vontade positiva. E a luta é ainda maior quando o nosso organismo físico também reclama da falta de determinada substância. Em suma, tudo o que nos escraviza e domina a nossa vontade pode ser considerado uma paixão que, com o uso, cedo ou tarde poderá contaminar nosso corpo físico e se transformar em um vício.

Na sociedade atual, há vícios permitidos por lei e vícios considerados contravenção. No fundo, um não é melhor que o outro, pois, sendo legais ou não, SÃO VÍCIOS, nos escravizam, perturbam nosso raciocínio, privam-nos do controle sobre nós mesmos, causam malefícios físicos para nós e para outrem e, por isso, devem ser combatidos.

Não vamos nos deter sobre a análise de vícios como o orgulho, a cupidez e a preguiça que, apesar de também serem elementos viciantes, não o são assim considerados pela grande maioria da população. Mas vamos nos deter sobre os vícios causados – ou fortalecidos - pela dependência química: o alcoolismo e as drogas.

De regra geral, o alcoolismo entra na vida de uma pessoa de forma sorrateira, às vezes ingênua, por ser uma droga – e pode ser considerado droga – permitida pela legislação. O jovem sai com os amigos e, para não parecer antiquado ou para ser aceito no grupo, bebe; outro inicia sua vida no álcool tentando perder a inibição; outro começa a beber para fugir de algum problema pessoal ou doméstico contra o qual se acha incapaz de lutar. Enfim, muitos são os caminhos que abrem as portas da bebida para os jovens. E, por ser uma droga considerada lícita, seu uso muitas vezes acaba se tornando rotineiro, e o vício se instala no organismo da pessoa, tornando-a dependente daquela substância.

A ingestão do álcool pode causar diversos efeitos sobre o organismo físico, a depender da quantidade ingerida e do metabolismo do indivíduo. Contudo, de regra geral, os efeitos são os seguintes:

Pelos possíveis danos causados pela ingestão do álcool, bem como pela facilidade de provocar o vício, a OMS – Organização Mundial de Saúde – considera o alcoolismo uma patologia, e que deve ser tratada. É nesse ponto que o dependente encontra maiores dificuldades, sendo a primeira delas – e, diga-se de passagem, a maior -, a conscientização de sua dependência. Na maioria das vezes o alcoólatra não se julga dependente, e tem a impressão de que pode interromper a ingestão da bebida no primeiro momento que desejar. Normalmente, a conscientização acontece somente após a ocorrência de um dano maior ao organismo – um acidente automobilístico ou uma disfunção hepática por exemplo -, ou do desmoronamento social ou familiar.

Apesar de não haver pesquisas profundas, há indícios de que cerca de 40% das recuperações de dependentes de bebidas tenham ocorrido com o auxílio dos Alcoólicos Anônimos. Nas reuniões do AA é possível perceber que o vício não escolhe sexo, idade e nem classe social. E que, para a plena recuperação do dependente, é preciso apenas uma coisa: determinação.

Aliás, “determinação” é o remédio para qualquer vício. O cigarro, por exemplo, apesar de ser legal, é uma droga que causa dependência e problemas orgânicos sérios, podendo levar à morte. Outras drogas, legais ou ilegais, invariavelmente também trazem prejuízo ao organismo físico. O site www.renascebrasil.com.br assim descreve as substâncias químicas que causam dependência:

“As drogas são substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que provocam alterações psíquicas e físicas a quem as consome e levam à dependência física e psicológica. Seu uso sistemático traz sérias conseqüências físicas, psicológicas e sociais, podendo levar à morte em casos extremos, em geral por problemas circulatórios ou respiratórios. É o que se chama overdose. Além das drogas tradicionais, os especialistas também incluem na lista o cigarro e o álcool.

Os adolescentes estão entre os principais usuários de drogas. Calcula-se que 13% dos jovens brasileiros entre 16 e 18 anos consomem maconha. Em 2001, cresce o uso de crack e drogas sintéticas, como o ecstasy. Os consumidores de cocaína são os que mais procuram tratamento para se livrar da dependência, o qual é feito por meio de psicoterapias que promovem a abstinência às drogas e do uso de antidepressivos em 60% dos casos. Atualmente, cerca de 5% dos brasileiros são dependentes químicos de alguma droga. O uso de drogas é crime previsto no Código Penal Brasileiro, e os infratores estão sujeitos a penas que variam de seis meses a dois anos.

Tipos de droga - As drogas são classificadas de acordo com a ação que exercem sobre o sistema nervoso central. Elas podem ser depressoras, estimulantes, perturbadoras ou, ainda, combinar mais de um efeito.

Depressoras - Substâncias que diminuem a atividade cerebral, deixando os estímulos nervosos mais lentos. Fazem parte desse grupo o álcool, os tranqüilizantes, o ópio (extraído da planta Papoula somniferum) e seus derivados, como a morfina e a heroína.

Estimulantes - Aumentam a atividade cerebral, deixando os estímulos nervosos mais rápidos. Excitam especialmente as áreas sensorial e motora. Nesse grupo estão as anfetaminas, a cocaína (produzida das folhas da planta da coca, Erytroxylum coca) e seus derivados, como o crack.

Perturbadoras - São substâncias que fazem o cérebro funcionar de uma maneira diferente, muitas vezes com efeito alucinógeno. Não alteram a velocidade dos estímulos cerebrais, mas causam perturbações na mente do usuário. Incluem a maconha, o haxixe (produzidos da planta Cannabis sativa), os solventes orgânicos (como a cola de sapateiro) e o LSD (ácido lisérgico).

Drogas com efeito misto - Combinam dois ou mais efeitos. A droga mais conhecida desse grupo é o ecstasy, metileno dioxi-metanfetamina (MDMA), que produz uma sensação ao mesmo tempo estimulante e alucinógena.

Drogas e doenças infecciosas - O uso comum de seringas para a injeção de drogas é um dos principais meios de transmissão do HIV e do vírus da hepatite B e C. Muitos países vêm implantando programas de troca ou distribuição de seringas e agulhas para o controle de epidemias. No entanto, esses programas são objeto de crítica dos que acreditam que eles incentivam o uso de drogas.

Prevenção e tratamento - Os especialistas afirmam que o melhor modo de combater as drogas é a prevenção. Informação, educação e diálogo são apontados como o melhor caminho para impedir que adolescentes se viciem. Para usuários que ainda não estão viciados, o tratamento recomendado são a psicoterapia e a participação em grupos de apoio. Para combater o vício, além das terapias são usados medicamentos que reduzem os sintomas da abstinência ou que bloqueiam os efeitos das drogas.”

Além de todas as conseqüências físicas do uso de álcool e drogas, há também as conseqüências espirituais, as quais não podem ser esquecidas.

Da mesma forma que há seres encarnados dependentes de álcool e drogas, há também espíritos desencarnados que, pelo simples fato de não terem mais um corpo físico, não perderam os vícios que tinham quando encarnados. O grande problema é que no mundo espiritual não há bebidas e drogas. Como, então, saciar a vontade incontrolável que sentem? Para absorver os fluidos de suas paixões, esses irmãos desencarnados se aproximam de encarnados que possuem os mesmos vícios, ou que pelo menos tenham uma sintonia vibratória propícia à instalação dos mesmos. Uma vez próximos, insuflam pensamentos sugestivos, indicando para o consumo da substância e despertam a vontade de usufruí-la. Se não encontrarem resistência no psiquismo do dependente encarnado, logo este estará utilizando o objeto do desejo. Isso se chama “vampirismo” e, no mundo astral há uma quantidade enorme de espíritos desajustados prontos para vampirizar as energias e os fluidos de encarnados desatentos.

A contínua vampirização acaba por fortalecer a dependência orgânica e, cada vez mais, o encarnado encontra maiores

dificuldades em vencer o seu vício. Em casos assim, além do tratamento psicoterápico, é imprescindível o auxílio espiritual através de passes mediúnicos para dificultar o acoplamento áurico dos obsessores ao encarnado. Estudo e reforma íntima também são essenciais.

Em todos os casos, não se pode olvidar que a conjunção das terapias materiais e espirituais constitui importante ferramenta na recuperação de indivíduos dependentes de substâncias químicas mas, como em qualquer caso de obsessão, não há solução enquanto não houver a determinação verdadeira e a busca pela reforma íntima. Somente assim, as condições vibratórias do encarnado não serão sintônicas às do desencarnado e, tanto um quanto outro, poderão ser socorridos e continuar sua marcha evolutiva, cada vez mais livre das paixões e dos vícios.

Além das possíveis obsessões, uma vez que o uso de drogas e álcool destrói as condições orgânicas e leva o corpo físico à morte, uma outra conseqüência também advém da sua utilização: o suicídio. Aliás, em questão de suicídio, podemos dizer que existem os “conscientes e voluntários” – tiro no peito, por exemplo -, os “conscientes e involuntários” – usuário de drogas que sabe que as drogas lhe fazem mal, e os “inconscientes e involuntários” – usuários de drogas que não sabem que as drogas lhes fazem mal. Contudo, em todos os casos, há o extermínio da própria vida, seja com consciência ou não, seja com intenção ou não. Logo, em outras palavras, todo dependente químico é um suicida, tendo ou não consciência do mal que as drogas lhe fazem. E, havendo suicídio, o resgate kármico tem início logo após o desencarne, com o expurgo das energias mais densas nas paragens trevosas do Umbral.

Em se tratando de resgate kármico, outro ponto deve ser lembrado: O indivíduo que utiliza qualquer substância que altere seu padrão mental, está, deliberadamente, abrindo mão de sua capacidade de discernir e raciocinar perfeitamente. Futuramente, o resultado dessa escolha será percebido através das impressões em seu perispírito, constituindo um organismo reencarnado com dificuldades motoras e/ou mentais. Muitos, aliás, são os casos de deficientes mentais que atravessam este tipo de situação como forma de resgate kármico por terem inutilizado seu cérebro ou, pelo menos, aberto mão – por livre e espontânea vontade – de sua capacidade mental, em encarnações pregressas.

Em suma, o uso de álcool e drogas não se relaciona a qualquer tipo de progresso orgânico ou espiritual. Pelo contrário, constitui hábito danoso e prejudicial em todos os sentidos e que, por isso, deve ser combatido com veemência. Quanto antes se inicia a batalha contra qualquer tipo de paixão ou vício, maior facilidade há em vencê-lo. No início, ainda não há a dependência orgânica e, talvez também não haja ainda a obsessão, que é um fator complicador para a recuperação. De qualquer forma, qualquer momento é momento certo para a retomada do caminho da perfeição. Qualquer momento pode ser o ideal para a tomada da decisão do restabelecimento orgânico, moral e espiritual. Em outras palavras, nunca é tarde para começar a acertar. E o Universo todo vibra a cada vez que um filho pródigo retorna para casa, com esperança renovada e vontade de trilhar novos caminhos.

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