• Tata Luis

RETROSPECTIVA 2016


Não, não é saudosismo não! Nem queremos ficar relembrando o que passou apenas por relembrar! Não! Nosso objetivo é sempre o aprendizado; e vamos rememorar 2016 com a intenção de observar os passos do passado para planejarmos melhor nosso futuro. E, se formos pensar em lições, 2016 está repleto delas!

Além do cumprimento de um extenso calendário de atividades, envolvendo desenvolvimento mediúnico, atendimento público, sessões de antigoécia, sessões de passes de cura, obrigação na mata, festas espirituais, evangelização infantil, dentre outras, 2016 também trouxe uma enxurrada de novidades ocasionadas pela implantação do projeto de A CENTELHA DIVINA, ocorrido em 15 de novembro do ano anterior. Em conformidade com este projeto, já iniciamos o ano com as seguintes alterações:

  • Administrativas e funcionais:

  1. Implantação de comunicação visual padronizada;

  2. Criação de procedimentos e documentos próprios da CENTELHA;

  3. Criação do Comitê para Representação em Eventos Religiosos (CRER);

  4. Implantação do site da CENTELHA (www.acentelhadivina.org);

  5. Alteração do uniforme;

  6. Implantação de cantina e loja;

  7. Criação de novos grupos-tarefa;

  8. Montagem e inauguração do auditório “Irmão Simiromba”.

  • Espirituais:

  1. Abertura de mais três dias de trabalhos, com desenvolvimento mediúnico orientado pelos Pais e Mães de Terreiro da CENTELHA;

  2. Implantação do encontro de estudos semanal com os Amigos de Ramatis.

Ufa! Quantas novidades, logo no início de 2016!

No entanto, nem todas as novidades acontecidas nesse ano ocorreram devido a implantação do projeto acima citado. Algumas vieram por iniciativa dos próprios membros da CCU, como por exemplo a nossa participação, pela primeira vez, em um festival de cantigas de terreiro. Foi no “Vozes do Axé” que, capitaneados pelo Pai Pequeno, soltamos a voz, colocamos os pulmões e toda a empolgação para fora e fizemos bonito com a canção “Louvado Seja Obaluaê”, de autoria de Pai Rafael, e interpretada por ele mesmo e pela irmã Lucimar, ficando em 10º lugar em um concurso apertadíssimo, com 29 concorrentes experientes e bastante competentes! Para nós, a colocação obtida teve sabor de vitória! Parabéns CCU! Parabéns, Pai Rafael!!!

Parabéns também para a equipe que desbravou os caminhos para a implantação e solidificação do encontro dos Amigos de Ramatis, o qual, por ser um trabalho novo, exigiu muita atenção, completa dedicação e boa vontade dos participantes! E conseguiram! Tanto que chegamos a receber o reconhecimento do Instituto Hercílio Maes, através das palavras do filho de Hercílio (o principal psicógrafo de Ramatis, já desencarnado).

Tivemos também uma rápida e despretensiosa passagem na mídia, comentando em revista popular (“Conta Mais”, ed. 818), o ponto de vista umbandista sobre as circunstâncias do desencarne do ator Domingos Montagner. “Aceitei comentar porque já tinha visto inúmeros comentários absurdos - como se fossem a visão da Umbanda - em vários veículos de comunicação”, comentou o Tata Luis.

Aliás, em termos de leitura, o site da CENTELHA também cumpriu sua parte. Foram centenas de acessos e vários textos publicados, tendo sido, muitos deles, reproduzidos em listas de discussão na internet, perfis e outros sites, como o tão comentado texto “As Faces da Intolerância dentro do Terreiro”, que chegou a ser compartilhado centenas de vezes.

Voltando para dentro de casa, as atividades realizadas pela CENTELHINHA nesse ano também merecem ser compartilhadas, com destaque para o passeio realizado à Quinta da Boavista e a apresentação do Auto de Natal, sem contar, é claro, com todo o conteúdo didático desenvolvido durante as aulas, enfocando as noções de amor, perdão, boa-convivência, etc.

E as nossas festas? Inesquecíveis! De janeiro a dezembro, pelo menos uma vez por mês nos encontramos para homenagear algum Orixá. Em abril, homenageamos Ogum duas vezes: uma na alvorada e outra na obrigação na mata! Cada festa, enfim, teve um toque especial! A fogueira de Xangô, a distribuição dos búzios de Oxumarê, as bênçãos com o deburu de Xapanã, sem falar de outras que também mexeram com a gente, como as festas dos Malandros, dos Exus, dos Ciganos, dos Pretos-Velhos, das Crianças (sempre comemorada junto com o aniversário da CCU) e, encerrando o ano, a tão esperada Festa das Iabás na praia! Sensacional!

Em novembro nossa festa foi diferente: em homenagem ao Dia da Fundação da Umbanda, a Cabocla Janaína instituiu nesse ano o “Dia da Reflexão Umbandista”. Uma data para, além de homenagearmos o Caboclo das Sete Encruzilhadas (fundador da Umbanda) e os Caboclos de nossa ancestralidade espiritual (Caboclo Tangurupará, Caboclo Pena Branca e Cabocla Iracema), pensarmos também sobre a situação atual da nossa religião, suas conquistas e dificuldades, trocarmos experiências e propormos ações para o futuro. No encontro desse ano, o tema discutido foi “Intolerância Religiosa”, e muitas experiências foram compartilhadas entre os presentes durante as mais de três horas de reunião.

E, agora, 2016 chega ao fim... Com ele rimos, choramos e experimentamos muitas coisas; a maioria deu muito certo, já algumas não foram tão boas... Mas nunca deixamos de aprender e andar para frente! Por isso, tudo o que vivemos em 2016 estará sempre presente, de alguma forma, no que viveremos nos próximos anos, já que o futuro é consequência do que foi construído no passado. E, baseado nesse aprendizado, já vamos deixando o passado para trás e direcionando nossos olhares para frente! 2017 está chegando com mais novidades ainda! Muitas coisas viveremos e experimentaremos. Não sabemos ainda como será esse novo ano, mas de uma coisa temos certeza: o melhor ainda está por vir!

E, para fechar com chave de ouro, aumente o som, clique na imagem abaixo e veja agora o vídeo oficial da retrospectiva CCU 2016!

Feliz Ano Novo!

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A CENTELHA DIVINA, por ser uma Missão Umbandista e por ter como referência a prática da caridade, do amor e do respeito ao próximo, seguindo as sagradas Leis de Umbanda, não exerce cobrança financeira de qualquer tipo, por qualquer atendimento ou trabalho realizado, bem com não realiza o sacrifício de qualquer animal, nem utiliza qualquer coisa de origem animal em seus rituais.