• Tata Luis

PELO BEM DAS NOSSAS CRIANÇAS!


Tem muita gente que parece que NÃO É umbandista, mas ESTÁ umbandista. São pessoas que, embora frequentem um terreiro de Umbanda e digam que acreditam no que fazem e que amam seus Guias e Orixás, na verdade - acho - não estão tão seguras assim...

E identificamos essa “deficiência de fé e entendimento”, principalmente, nas pessoas que tem filhos pequenos e que os mantêm afastados do terreiro que frequentam, longe, por exemplo, das atividades de instrução espiritual que sua casa oferece.

Bom, se ainda não está claro, vamos tentar explicar: Para começar, olhando sob a ótica espiritual, qual é a missão de todo pai e mãe? De forma resumida, poderíamos dizer que, além de prover seus filhos das condições necessárias à existência, devem também orientar-lhes sobre o melhor caminho a ser seguido, transmitindo-lhes, na medida do possível os melhores conceitos de “certo” e “errado” que sua consciência conseguir alcançar.

É claro que esses conceitos de “certo” e “errado” são muito subjetivos e, por isso mesmo, não são os mesmos para todo mundo. E é por isso que as pessoas tem opiniões diferentes sobre os mesmos assuntos, como política, literatura, gostos musicais e religião. Mas, independentemente de o “seu certo” ser “menos certo” que o “certo” de outra pessoa, é sua obrigação enquanto pai ou mãe transmitir ao seu filho o que VOCÊ considera certo, não a opinião do seu vizinho! E, a menos que você sofra de algum mal psicológico severo, o que você escolhe para si, no seu dia a dia, é justamente aquilo que você considera o mais correto e mais adequado para si!

Você tem tal postura política porque entende que esta é a mais justa, a mais correta! Seu gosto musical pende para aquele estilo porque você o acha melhor que os outros. Você prefere determinados tipos de leitura porque acha que são mais adequados ao entendimento ou ao coração. E você está dentro de uma religião porque entende que o que ela ensina é verdadeiro e acredita que ela lhe oferece, dentre todas as demais, o melhor caminho para o aperfeiçoamento espiritual e para o autoconhecimento.

Se todas essas convicções são, afinal de contas, as mais corretas ou as melhores, ninguém saberá dizer! Pode ser que sejam, de fato, as melhores para você, e não para outras pessoas... É possível até, que não haja “melhores”, e que todas sejam apenas pontos de vista diferentes sobre a mesma coisa... Mas não importa! Enquanto pai ou mãe, sua obrigação – repito: OBRIGAÇÃO - não é ficar indiferente, mas sim fornecer ao seu filho a visão que você adquiriu pela SUA experiência de vida, ensinando-lhe o que VOCÊ considera correto. Esse será o ponto de partida dele para compreender o mundo e, mais tarde, tirar suas próprias conclusões. Se, ao se tornar adulto, ele irá permanecer com a mesma visão política que você tem, gostando do mesmo tipo de música, lendo os mesmos livros ou acreditando na mesma religião, isso só o tempo e sua própria vontade dirão! Mas ele tem que partir de um ponto inicial; e esse ponto de partida é o que você o ensinará enquanto criança. Afinal, é para isso que você é pai ou mãe! Deus confiou seu filho a você para isso!

De regra geral, essa transmissão de experiências acontece de forma natural. Os pais naturalmente, sem fazer força, acabam repassando aos seus filhos as suas próprias convicções e escolhas na vida. E isso é perceptível em muitos campos, até na opção pelo time de futebol.

Já no campo religioso, contudo, há duas visões extremamente contrárias! A maioria dos pais e mães que seguem alguma religião fazem parte do primeiro grupo que vamos descrever, que é composto por pessoas que fazem questão de repassar seu entendimento espiritual aos seus filhos, porque entendem que ter tal conhecimento será de suma importância para eles, para sua felicidade, para seu futuro material e espiritual.

Os católicos verdadeiros, por exemplo, fazem questão que seu filho seja batizado e, mais tarde, faça o catecismo, pois entendem que é essencial ao seu futuro como cristão, já que é isso que desejam que seu filho seja quando adulto. E ainda falam: “se, depois, meu filho quiser seguir outra religião, vou ficar triste, mas terei a consciência limpa por ter feito a minha parte e tê-lo trazido até aqui!”. Os evangélicos são ainda mais veementes. Fazem questão que seus filhos frequentem os cultos semanais e, se possível, que se relacionem com outros irmãos da mesma igreja, para não haver o risco do afastamento da fé. Além disso, incentivam a participação nos grupos jovens e infanto-juvenis e desaprovam – nos filhos - comportamentos contrários ao que a sua religião professa. Os judeus não esperam o menino tornar-se homem para perguntarem se deseja ser circuncidado. E, como eles, pais e mães de muitas religiões simplesmente inserem seus filhos dentro de sua crença, por entenderem que É O MELHOR que podem fazer por eles. Sim, eles não fazem isso por quererem ser dominadores, mas sim porque entendem ser esta a melhor herança que deixam para seus filhos, e isso porque também entendem que sua religião, sua convicção espiritual, é o que de maior valor há em sua própria vida, que lhes dá conforto e esperança, e poderá fazer o mesmo por suas crianças. Enfim, levam seus filhos para sua religião POR AMOR!

Mas há aqueles que pertencem ao segundo grupo e se posicionam no lado completamente oposto ao primeiro. E, infelizmente, devemos dizer, a maior parte desse grupo é formada por pais e mães umbandistas. Desses, a frase que mais costumamos escutar é a seguinte: “Eu sou umbandista, mas não acho certo interferir nas escolhas de meu filho. Deixe que quando ele crescer ele escolherá!”.

Ué, desde que você passou a ser pai ou mãe, não assumiu para si a responsabilidade de educar seu filho? E, dentro da educação também não está a transmissão dos conceitos de vida que você acha corretos? E a sua religião, sendo correta para você, também não deveria ser ao menos ensinada ao seu filho? Afinal, se você a entende como algo que esclarece, que fornece ferramentas para o seu aperfeiçoamento espiritual e para o autoconhecimento, que conforta e dá esperança, por que negar isso ao seu filho? Por que não oferecer-lhe desde pequeno o que você demorou anos para encontrar? Será que a razão é realmente o desejo de deixar seu filho decidir por si só ou há outro sentimento por trás, como por exemplo, a incerteza de que este seja realmente o melhor caminho espiritual, de que é a melhor herança a deixar?

Aí, pode ser que alguém fale assim: “Não... eu prefiro sempre deixar caminho livre para as decisões futuras do meu filho. Não quero ser dominador!”. Então, quem pensa dessa forma deveria também evitar colocar o filho na escola, até que ele crescesse e decidisse por si só seguir esse caminho de instrução, caso achasse importante. Aliás, também não poderia ensinar nada a seu filho, pois tudo que ensinasse seria baseado em suas próprias experiências e convicções, não nas da criança! E isso, sob essa ótica, também não seria dominação?

O fato é que, retirando todas as máscaras e todas as justificativas, qualquer pai ou mãe consciente e amoroso SÓ NÃO transmite ao seu filho aquilo de que tem dúvidas que seja o MELHOR! E é justamente isso que a maior parte dos católicos, dos evangélicos e dos judeus NÃO TEM: a dúvida! Por isso, quando levam seus filhos para a igreja ou para o tabernáculo, têm a sensação de estar agradando a Deus, de estar fazendo uma boa ação, de estar ajudando seu filho a ser mais feliz, de estar sendo um bom pai ou uma boa mãe e de estar agindo com AMOR.

Já o umbandista inconsciente, aquele que - mesmo tendo oportunidade de realização de encontros infantis dentro de seu templo - não leva o seu filho para participar, não percebe que está sendo omisso, que está dificultando o entendimento espiritual da criança acerca do que ele mesmo faz no terreiro e que o está privando do contato com boas vibrações e boas companhias espirituais, além de estar deixando um espaço vago sobre religião em sua mente e que, cedo ou tarde, poderá ser preenchido por conceitos errados, preconceituosos ou mesmo INTOLERANTES ao que o próprio pai ou mãe acredita.

Contudo - e pelo bem das nossas crianças -, hoje em dia, cada vez mais, os terreiros estão se preocupando em oferecer aos nossos filhos uma base de estudo e “umbandização”, visando desmistificar conceitos errados, aproximá-los do entendimento da religião e dar-lhes subsídios críticos para decidir mais conscientemente seu caminho religioso no futuro. E, pelo que observamos nos trabalhos realizados em nossa casa, eles GOSTAM! Os filhos se sentem importantes em frequentar o mesmo local que os pais frequentam! Veem-se integrantes da mesma família espiritual e adoram quando aprendem algo que, às vezes, nem os pais sabem ainda...

Portanto, se o seu terreiro oferece um ambiente de aprendizado e acolhimento ao seu filho, não perca tempo! Procure se informar sobre a rotina dos encontros e leve-o para participar! Todos sairão ganhando! Você estará cumprindo bem o seu papel de pai ou mãe, dando a ele o que de MELHOR poderá dar, que é a consciência espiritual, fonte de conforto e esperança; e ele, por sua vez, estará em contato com uma religião maravilhosa, consoladora, mágica, vibrante e luminosa! Esse ato de amor não tem preço e seu filho merece! Seu filho merece e a Umbanda também!

Amplexos,

Tata Luis

NOTA: Você já conhece o trabalho realizado na CENTELHA com as crianças? Visite https://www.acentelhadivina.org/escola-espiritualista-infantil e https://www.facebook.com/escolinhaespiritualistainfantil/

Matricule seu filho. Inscrições abertas!

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A CENTELHA DIVINA, por ser uma Missão Umbandista e por ter como referência a prática da caridade, do amor e do respeito ao próximo, seguindo as sagradas Leis de Umbanda, não exerce cobrança financeira de qualquer tipo, por qualquer atendimento ou trabalho realizado, bem com não realiza o sacrifício de qualquer animal, nem utiliza qualquer coisa de origem animal em seus rituais.